Coribe

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Conheça mais sobre a cidade de Coribe-Bahia

DADOS MUNICIPAIS

O Município de Coribe está localizado na região do extremo Oeste do Estado da Bahia, na zona fisiológica do Chapadão do Rio Corrente, cerca de 940 km de Salvador e a 700 km de Brasília. Possui uma população de 14.555 habitantes, conforme estimativa do IBGE de 2009. O clima do município é seco a sub-úmido.

O tipo de vegetação é cerrado arbóreo aberto, sem floresta de galeria. O município de Coribe está inserido no semi-árido nordestino, no polígono das secas, sendo o risco da mesma, médio e alto. O período chuvoso corresponde aos meses de novembro a janeiro. A temperatura média é de 22,1°C.

TURISMO

Entre os pontos turísticos em Coribe que se destacam no município contamos com um dos mais belos rios da região Oeste, o Rio Formoso, que além do grande volume hídrico e bom estado de preservação, é embelezado por belas quedas d’água como a Cachoeira do Formoso, um atrativo para turistas de toda a região. No Distrito da Colônia o Rio Formoso, recebe o incremento de um paredão de pedra, que além de proteger suas margens, proporciona um belíssimo espetáculo natural. Contamos também com o Rio Alegre que tem um pequeno volume de água, que abastece a cidade.

Estão distribuídos na área do município 14 nascentes: Cabeceiras Joaquim Bernardes, Malhada da Onça, Vereda do Tatu, Lagoa da Pedra, Pedra Branca, Deus me Livre, Riacho Grande, Santana, Lagoa Pequena, São José, Ribeirão do Formoso, Riacho do Nado, Rio da Ema e Rio das Almas. A primeira abastece a população local com água potável. A Economia do Município é baseada na agricultura familiar de subsistência, voltada para o cultivo de lavouras de arroz, cana-de-açúcar, feijão, mandioca, milho, melancia, abóbora, manga, sobressaltando o cultivo da cana-de-açúcar e as pastagens, além do comércio local – armazéns, bares, restaurantes e hotéis.

A cidade possui datas comemorativas que atraem grande fluxo turístico, o seu aniversário, festas de cavalgadas, rodeios e a tradicional festa de São João de Coribe conhecida como uma das maiores festas juninas da Região, onde atraem turistas de Brasília, Goiás, São Paulo, Minas Gerais e da própria região da Bahia.

HISTÓRICO

O Arraial de São João dos Gerais, teve início em 1815, quando surgiram à beira do ribeirão, os primeiros habitantes, formando assim um pequeno povoado com o nome acima descrito. Aquelas gentes rústicas eram devotas de São João e as famílias primitivas segundo informações, eram dos Ribeiros, nomes estes de origem portuguesa.

O referido arraial foi agraciado em 1826, com a sua primeira casa coberta de telhas, as demais eram cobertas de palhas de buriti. Com o crescimento do povoado, em 1900, o mesmo passou a pertencer ao município de Carinhanha, porém, antes, segundo historiadores, pertenceu ao Estado de Pernambuco e alguns anos depois ao Estados da Bahia, subordinado a Comarca de Paracatu-Mg, cuja política era dirigida pelo Major José Carlos de Oliveira Castro, Capitão José Preto, Teodoro de Barros, Tenente Fortunato, Alexandre José da Cunha e outros.

Em 1901, chegou ao povoado o Sr. Liberato de Araújo Castro, com sua esposa e doze filhos, procedentes de Livramento do Brumado-BA, onde residiam, dentre eles Clemente e Leônidas de Araújo Castro e mais quatro rapazes, em vista da grande seca ali verificada.

Em 1915, Clemente e seu irmão Leônidas de Araújo Castro, foram convidados para participar da política, sendo a mesma orientada pelo Coronel João Duque, chefe político do município de Carinhanha, de cujo povoado pertencia. Como o povoado marchava na fase de evolução, seu povo entendeu de trabalhar para alcançar a sua independência política, sabendo o Coronel João Duque, deste fato, começou a política do quero e mando, procurando vencer pela força.

Em 1919, preparou oitenta homens, armados e embalados, rumando para o arraial de São João dos Gerais. Lá chegando, travou violenta batalha com as forças do Coronel Clemente e Leônidas de Araújo Castro, os quais unidos com os habitantes e amigos políticos, responderam as agressões do Coronel João Duque e seus capangas, saindo vitoriosos, o povo de São João dos Gerais, continuou com a política, passando a ser liderada pelos dois homens valorosos daquela época, Coronel Clemente e Major Leônidas de Araújo Castro.

Através da Lei Estadual n° 1 662 de 28 de agosto de 1923, foi criada a Vila do Rio Alegre, no antigo São João dos Gerais, desmembrado do município de Carinhanha, sendo instalada em 15 de outubro do mesmo ano, ficando o arraial de Cocos pertencendo a Vila de Rio Alegre, o qual funcionou como município por um período de oito anos, tendo como Intendentes durante esse tempo os Senhores Jonas de Castro Lessa e José de Araújo Castro.

Alguns anos depois, o município foi supresso pelo decreto n° 1 479 de 08 de julho de 1 931, passando a Vila do Rio Alegre a pertencer ao município de Santa Maria da Vitória e o arraial de Cocos para o município de Carinhanha.

Por volta de 1938, através do Decreto do Presidente Getulio Vargas, a Vila do Rio Alegre recebeu o nome de CORIBE, que segundo dizem, na língua Tupi Guarani, quer dizer RIO ALEGRE.

Somente em 1958, através da Lei Estadual n° 1 023 de 14 de agosto e com aprovação da Câmara Municipal de Santa Maria da Vitória, se fez a restauração do antigo município de Coribe, com sede na cidade de Coribe.

Pela Lei nº 4.037 de 14 maio de 1982, foi criado o Distrito de Descoberto com sede no Povoado de Descoberto o qual por força de Lei, foi elevado à categoria de Vila, ficando, portanto, o município de Coribe, a partir desta data, formado pelo Distrito Sede e pelo Distrito de Descoberto.

Gentílico dos nascidos no município: Coribense.

Fonte: Pesquisa e compilação de: Adenor Batista Mariano, Ex-Chefe da Agência e Joselino Rodrigues de Souza, Chefe da Agência do IBGE de Santa Maria da Vitória-Ba.

Autor do Histórico: JOSELINO RODRIGUES DE SOUZA

Fonte: http://www.ibge.gov.br/historico/cidades e portal oficial do município de Coribe

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1 COMENTÁRIO

  1. A economia de Coribe hoje é calcada basicamente na pecuária de corte extensiva e na fruticultura irrigada, com destaque pra banana prata, com água do Formoso.

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