Assassinato de Marielle e Anderson completa 120 dias sem solução

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Vereadora Marielle e o mtorista Anderson

Neste sábado (14) completam-se quatro meses da morte da vereadora Marielle Franco e do motorista dela, Anderson Gomes. Assim como fez em junho, a Anistia Internacional voltou a criticar Assassinato de Marielle e Anderson completa 120 dias sem soluçãoa demora das autoridades em chegar aos mandantes e autores do crime.

Documento divulgado nesta quinta-feira (12) pede o estabelecimento de mecanismo externo e independente para monitorar a investigação. “Após quatro meses, a não resolução do assassinato demonstra ineficácia, incompetência e falta de vontade das instituições do Sistema de Justiça Criminal brasileiro em resolver o caso”, afirma Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional.

O órgão lista “informações muito preocupantes” veiculadas pela imprensa que permanecem sem qualquer tipo de esclarecimento:

A munição utilizada pertenceria a um lote que teria sido vendido à Polícia FederalA arma empregada seria uma submetralhadora de uso restrito das forças de segurançaSubmetralhadoras do mesmo modelo da utilizada teriam desaparecido do arsenal da Polícia CivilCâmeras de vídeo que cobrem o local exato onde aconteceu o assassinato teriam sido desligadas na véspera do crime. A dinâmica com o que a execução aconteceu e a precisão dos tiros sugerem a participação de pessoas com treinamento específico e qualificado.

‘Pacto de silêncio’

A Anistia ainda destaca o “pacto de silêncio” entre o interventor federal na segurança pública do Rio de Janeiro, general Walter Braga Netto, o presidente Michel Temer e o ministro Raul Jungmann, para preservar o trabalho da Divisão de Homicídios da Polícia Civil, responsável pela investigação. “No entanto, esse silêncio após quatro meses sugere descompromisso das autoridades com a solução do caso”, diz o documento.

“O sigilo e a confidencialidade, que têm como objetivo garantir a eficácia da investigação, não podem ser confundidos com o silêncio das autoridades diante da obrigação de esclarecer corretamente a execução de Marielle”, completou Jurema.

Marielle Franco e Anderson Gomes foram mortos no dia 14 de março, no Rio de Janeiro.G1.

Edição : Notícias do Corrente.

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